Boosteroid detalha parceria com a AMD e revela planos de expansão, IA e novos servidores para o Brasil
A AMD revelou novos detalhes sobre a infraestrutura que impulsiona o Boosteroid no cloud gaming. Além disso, em respostas exclusivas ao canal JonyMzs, o Boosteroid comentou sobre expansão no Brasil, novos servidores, inteligência artificial e o futuro da plataforma na América Latina.
A AMD publicou recentemente um artigo mostrando como o Boosteroid está utilizando sua infraestrutura para expandir o cloud gaming ao redor do mundo. A publicação explica como a plataforma utiliza processadores AMD EPYC e GPUs AMD Radeon em seus data centers para entregar jogos em tempo real com menor latência, maior eficiência e suporte para sessões de alta qualidade.
Além das informações divulgadas pela AMD, o JonyMzs conversou diretamente com o Boosteroid e obteve respostas exclusivas sobre o futuro da plataforma, incluindo expansão para a América Latina, novos servidores, inteligência artificial e o crescimento do serviço.
As perguntas foram respondidas por Maksym Terekhin, Chief Communications Officer do Boosteroid.
A parceria entre AMD e Boosteroid
Segundo a AMD, o Boosteroid já atende milhões de usuários em diferentes regiões do mundo e vem utilizando hardware AMD para escalar sua operação global de cloud gaming.
A infraestrutura apresentada pela AMD inclui processadores AMD EPYC, GPUs AMD Radeon voltadas para ambientes de alta densidade, memória DDR5 e armazenamento NVMe. Na prática, essa combinação busca entregar mais desempenho, eficiência energética e estabilidade para jogos em tempo real.
- Processadores AMD EPYC;
- GPUs AMD Radeon para servidores;
- Memória DDR5;
- Armazenamento NVMe;
- Foco em baixa latência, eficiência e alta densidade de usuários.
Boosteroid confirma plano de expansão para 2026
Uma das principais dúvidas dos jogadores brasileiros é quando o Boosteroid vai ampliar sua capacidade no Brasil ou na América Latina.
Em resposta ao JonyMzs, a empresa afirmou que seu objetivo interno é avançar com um aumento significativo de capacidade entre o terceiro e o quarto trimestre de 2026.
O Boosteroid também explicou que o preço do hardware para servidores aumentou bastante nos últimos meses, em alguns casos mais que dobrando. Por isso, a empresa afirma que precisa fazer a expansão de uma forma que não pressione demais o preço das assinaturas.
Brasil pode receber expansão, mas cidade ainda não foi definida
Questionado sobre uma possível nova região prioritária no Brasil, o Boosteroid afirmou que ainda não está pronto para anunciar uma cidade ou localização específica.
Segundo a empresa, essa decisão precisa considerar desempenho técnico, condições operacionais de longo prazo e qualidade das rotas de rede, não apenas onde existe maior demanda.
O maior desafio hoje é o custo da infraestrutura
Outra resposta importante foi sobre o maior desafio técnico para atender jogadores brasileiros.
O Boosteroid foi direto ao afirmar que, neste momento, o maior desafio prático é o custo da infraestrutura.
Como os jogadores acessam o Boosteroid hoje?
| Dispositivo | Participação aproximada |
|---|---|
| PC | 77,8% |
| Smart TVs | 13,2% |
| Dispositivos móveis | 9% |
Os números mostram que o PC ainda é o principal dispositivo para acessar o Boosteroid. Mesmo assim, a presença das Smart TVs já é relevante e reforça uma tendência importante: cada vez mais o cloud gaming deixa de depender apenas do computador e passa a ocupar a sala de estar.
Servidores de IA não devem competir com os servidores de jogos
A publicação da AMD também comenta que a infraestrutura do Boosteroid pode ser usada para outras cargas de trabalho, como inteligência artificial e computação em nuvem.
Segundo o Boosteroid, a empresa planeja utilizar infraestrutura dedicada para cargas de IA. Ou seja, a ideia não é retirar servidores de jogos para executar tarefas de inteligência artificial.
Recursos com IA estão em desenvolvimento
O Boosteroid também confirmou que tem interesse em trazer recursos com inteligência artificial para a experiência de jogo.
Entre as possibilidades citadas estão melhorias como upscaling por IA, tradução em tempo real, geração automática de legendas e assistentes inteligentes para jogadores.
Segundo a empresa, algumas soluções relacionadas a IA estão sendo desenvolvidas em conjunto com a AMD e devem ser reveladas quando estiverem prontas para lançamento público.
Quando o novo hardware AMD chega ao Brasil?
Também perguntamos ao Boosteroid quando os usuários brasileiros poderão acessar oficialmente a nova geração de servidores baseada em hardware AMD, apresentada pela empresa no final de 2025.
A resposta foi que o acesso no Brasil acontecerá conforme a nova capacidade for implantada e roteada para a região, dentro do plano maior de expansão para 2026.
Novas parcerias também estão a caminho
Questionado sobre novas parcerias além da AMD, o Boosteroid confirmou que existem acordos em desenvolvimento, mas explicou que esses anúncios precisam ser feitos em conjunto com os parceiros envolvidos.
Isso significa que a empresa não revelou nomes, mas deixou claro que existem novidades planejadas.
O que isso significa para os jogadores brasileiros?
- O Boosteroid quer ampliar sua capacidade em 2026;
- O novo hardware AMD deve chegar ao Brasil conforme a expansão avançar;
- O maior obstáculo hoje é o custo da infraestrutura;
- PC ainda domina o acesso, mas Smart TVs já representam uma fatia importante;
- Servidores de IA não devem competir diretamente com servidores de jogos;
- Recursos com inteligência artificial estão em desenvolvimento;
- Novas parcerias estão nos planos, mas ainda sem nomes revelados.
No fim, a parceria entre AMD e Boosteroid mostra que o cloud gaming está entrando em uma fase mais madura. Não se trata apenas de ter jogos disponíveis na nuvem, mas de construir uma infraestrutura capaz de entregar baixa latência, boa qualidade de imagem, estabilidade e escala.
Para o Brasil, a grande pergunta agora é quando essa expansão prometida vai se transformar em melhoria perceptível para o jogador comum. Se o plano de 2026 avançar como esperado, o Boosteroid pode dar um passo importante para melhorar disponibilidade e desempenho na região.
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Entrevista completa com o Boosteroid
Abaixo, você confere a entrevista na íntegra, com as perguntas e respostas traduzidas para Português Brasil. As respostas foram enviadas por Maksym Terekhin, Chief Communications Officer do Boosteroid, ao canal JonyMzs.
Os preços de hardware para servidores cresceram fortemente nos últimos meses — em alguns casos, mais que dobraram. Se simplesmente absorvermos esse custo da forma errada, isso pressiona o preço das assinaturas, e isso é algo que queremos evitar. Então, nosso foco atual é fazer a economia funcionar de uma forma que nos permita adicionar capacidade sem um aumento significativo no preço da assinatura.
Nosso objetivo interno é avançar com um aumento significativo de capacidade por volta do terceiro ou quarto trimestre de 2026. Assim que a aquisição de equipamentos, os termos com data centers e o roteamento forem finalizados, poderemos compartilhar detalhes mais específicos.
Neste momento, ainda não estamos prontos para anunciar uma cidade ou região específica. A decisão precisa ser baseada em desempenho técnico e condições operacionais de longo prazo, e não apenas em onde a demanda é mais forte.
O maior desafio prático hoje é o custo da infraestrutura.
Existem parcerias futuras com as quais estamos animados, mas nós as anunciamos em conjunto com os parceiros relevantes quando os dois lados estão prontos. Essa é a forma correta de respeitar as empresas envolvidas e garantir que a informação seja precisa.
A maioria dos usuários do Boosteroid ainda acessa o serviço por PCs. Com base em nossos dados atuais de uso, a divisão aproximada é:
- PC – 77,8%
- Smart TVs – 13,2%
- Dispositivos móveis – 9%
Isso também mostra por que continuamos investindo em amplo suporte a dispositivos. O cloud gaming precisa funcionar em diferentes telas e nos hábitos cotidianos dos usuários, desde um notebook em casa até uma TV na sala ou um celular durante uma viagem.
Por enquanto, estamos planejando infraestrutura dedicada para cargas de trabalho de IA. Não planejamos pegar servidores de jogos e alocá-los para tarefas de IA.
O cloud gaming tem requisitos muito específicos relacionados a latência, estabilidade de sessão, codificação de vídeo e experiência do usuário em tempo real. Cargas de trabalho de IA e computação em nuvem têm um perfil operacional diferente, então clusters dedicados nos dão mais controle sobre desempenho e planejamento.
No nível da empresa, o Boosteroid está desenvolvendo infraestrutura baseada em GPU para vários tipos de cargas de trabalho, incluindo cloud gaming, IA e computação de alto desempenho. A arquitetura e o modelo comercial podem variar dependendo da carga de trabalho.
Sim, essa é uma área em que estamos trabalhando ativamente.
A IA pode melhorar a experiência de cloud gaming de várias formas práticas, e estamos especialmente interessados em recursos que tornem a experiência melhor para os jogadores sem adicionar atrito ou complexidade.
Esperamos apresentar, em um futuro próximo, várias soluções relacionadas a IA desenvolvidas em conjunto com a AMD. Compartilharemos os detalhes assim que os recursos estiverem prontos para lançamento público.
Os usuários brasileiros terão acesso conforme a nova capacidade for implantada e roteada para a região. Isso está conectado à expansão mais ampla de capacidade na qual estamos trabalhando para 2026.
Nosso objetivo é realizar um aumento significativo de capacidade em 2026, desde que a economia, o cronograma de implantação e as condições de infraestrutura avancem conforme o planejado. Entendemos que os jogadores brasileiros estão esperando por melhor disponibilidade e desempenho, e esta é uma das regiões em que estamos trabalhando ativamente.
Fonte: publicação oficial da AMD e respostas exclusivas enviadas por Maksym Terekhin, Chief Communications Officer do Boosteroid, ao canal JonyMzs.
